segunda-feira, 13 de julho de 2015

Amor é ''droga''


Quantos infinitos cabem em um espaço de tempo significativo?
Quantas estrelas cabem no céu de tua boca, meu bem?
Quantos sorrisos tu já me fizera despertar?
E quantas vezes morri de amor e continuei vivendo?

Já não sei mais se faço parte do amor, ou se ele que resolveu fazer parte de cada veia que existe em meu corpo. Se deliro, imagino ou vivencio, realmente, não tenho ideia. É parte do que sou, o teu aroma, teus beijos, teu jeito tonto e selvagem.

Se beijo tua boca, necessito de mais uma dose
Se olho para ti, o mundo parece perder o brilho
Se deixo de desejar-te aqui, agora, logo padeço.

Que loucura, que vício és?
Certo que és fogo, és a brasa, o ''sim''
Quisera Deus ter me feito assim
Mas por um mero descuido, ele te fizeste para mim.


(Carolina Montecchio)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Inverno aqui, vocês Verão.


Uma xícara  de café frio
uma dose de amor que precisa ser aquecida:
Seja bem-vindo ao inverno.
A poesia aqui n'alma grita, exclama:
Liberta-me! Salva-me!
Pois, meu bem, mais frio que ele é a sua ausência.
As noites não são as mesmas: antes, o hálito frio deste clima era amenizado: não precisávamos de mais nada, além de nós mesmos. Sentados sobre a lareira, compartilhávamos beijos calorosos e carícias. Deitávamos e rolávamos sobre sonetos: o verso mais puro era a de teu corpo sobre o meu.
Mas parece que sinto sua falta, e ela acentua-se a cada dia que se passa. Nada é como no verão. Estamos mais longes, mais contidos, menos contagiantes. Mas por que?
É tempo de aquecer-se em um cobertor, não de alimentar nossa incompletude.
Deixa esse inverno estar lá fora, quieto, sozinho. 
Vem e completa:
Ao invés de um café, sirva-me uma xícara de seu sorriso, uma dose de teu espanto.

(Carolina Montecchio)