Seja como flor...
Abrace a poesia, grite-a, apaixone-se.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
A est(r)ada longínqua
Na esperança vivo eu
a caminhar noite e dia
buscando, sim, o que é meu
em imensa nostalgia
Procuro mundo a dentro
sentimentos uma vez guardados
caminhando sem demora
com meus versos decorados
Poeto sou, poeta quero ser:
descrever a liberdade
Para que, se um dia, alguém me ler
que compreenda estas vontades
Que minha vida seja terna,
sem nada a esconder,
que minha estada aqui na Terra
seja sempre o aprender
Que eu cresça, envelheça
com, ao menos, um sorriso no rosto
que anoiteça ou amanheça,
e nada me perca o gosto
Que o que eu conte venha a mover
ao menos uma alma, sequer
e que no fim alguém consiga entender
que a vida é canto, cante quem quiser!
(Carolina Montecchio)
Rotineira roda
Vem, vê e brinda
A roda da solidão
Onde o amor esvai-se, inquieto
Não tortura, mata ou cega
Nem apedreja.
Roda essa tão rotineira
Na qual, meu bem, tu me deixaste
(Carolina Montecchio)
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Amor é ''droga''
Quantos infinitos cabem em um espaço de tempo significativo?
Quantas estrelas cabem no céu de tua boca, meu bem?
Quantos sorrisos tu já me fizera despertar?
E quantas vezes morri de amor e continuei vivendo?
Já não sei mais se faço parte do amor, ou se ele que resolveu fazer parte de cada veia que existe em meu corpo. Se deliro, imagino ou vivencio, realmente, não tenho ideia. É parte do que sou, o teu aroma, teus beijos, teu jeito tonto e selvagem.
Se beijo tua boca, necessito de mais uma dose
Se olho para ti, o mundo parece perder o brilho
Se deixo de desejar-te aqui, agora, logo padeço.
Que loucura, que vício és?
Certo que és fogo, és a brasa, o ''sim''
Quisera Deus ter me feito assim
Mas por um mero descuido, ele te fizeste para mim.
(Carolina Montecchio)
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Inverno aqui, vocês Verão.
Uma xícara de café frio
uma dose de amor que precisa ser aquecida:
Seja bem-vindo ao inverno.
A poesia aqui n'alma grita, exclama:
Liberta-me! Salva-me!
Pois, meu bem, mais frio que ele é a sua ausência.
As noites não são as mesmas: antes, o hálito frio deste clima era amenizado: não precisávamos de mais nada, além de nós mesmos. Sentados sobre a lareira, compartilhávamos beijos calorosos e carícias. Deitávamos e rolávamos sobre sonetos: o verso mais puro era a de teu corpo sobre o meu.
Mas parece que sinto sua falta, e ela acentua-se a cada dia que se passa. Nada é como no verão. Estamos mais longes, mais contidos, menos contagiantes. Mas por que?
É tempo de aquecer-se em um cobertor, não de alimentar nossa incompletude.
Deixa esse inverno estar lá fora, quieto, sozinho.
Vem e completa:
Ao invés de um café, sirva-me uma xícara de seu sorriso, uma dose de teu espanto.
(Carolina Montecchio)
(Carolina Montecchio)
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Meu sorriso
Sem jeito, sem efeito, sem aceito...
mas é meu.
E ninguém pode tirá-lo de mim (a menos que eu me permita)
Tem o poder de amenizar a dor alheia
Erguer pontes, demonstrar afeto
aos que precisam.
Sorriso esse bobo, tolo, inquieto
incerto, exausto, mas sempre exato
Sorriso esse que é tão notável
Afável e coberto.
Sorriso brando, sorriso delicado
Mostro ao mundo, mostro a ti,
mostro àqueles que estão ao meu lado.
Mostro às nuvens, às gaiolas e aos pássaros
Mas é meu.
(Carolina Montecchio)
O Canto e o verso
Eu canto a quem canta
Um canto à alma, um verso de amor
Eu canto aos pássaros, às flores
Na alegria, e também na dor
Espalho versos por onde passo
Espalho amor, esperança
Espalho a saudade de cada abraço
Cada espaço guardado na lembrança
A melodia que traz em si
O verdadeiro motivo de sorrir
E a importância do levantar após cair
Canto ao meu bem,
Como quem canta também
O espaço, o infinito, um alguém.
(Carolina Montecchio)
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