quinta-feira, 13 de agosto de 2015
A est(r)ada longínqua
Na esperança vivo eu
a caminhar noite e dia
buscando, sim, o que é meu
em imensa nostalgia
Procuro mundo a dentro
sentimentos uma vez guardados
caminhando sem demora
com meus versos decorados
Poeto sou, poeta quero ser:
descrever a liberdade
Para que, se um dia, alguém me ler
que compreenda estas vontades
Que minha vida seja terna,
sem nada a esconder,
que minha estada aqui na Terra
seja sempre o aprender
Que eu cresça, envelheça
com, ao menos, um sorriso no rosto
que anoiteça ou amanheça,
e nada me perca o gosto
Que o que eu conte venha a mover
ao menos uma alma, sequer
e que no fim alguém consiga entender
que a vida é canto, cante quem quiser!
(Carolina Montecchio)
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